“Ningún escritor es bueno hasta que no aprende a corregir”

Acabo de ler o último número da Revista Narrativas, cuja epígrafe já é um convite à leitura: “Ningún escritor es bueno hasta que no aprende a corregir”, de Enrique Vila-Matas.

A publicação, em pdf, oferece resenhas, contos, entrevistas, ensaios e informações diversas sobre o mercado editorial de língua hispânica. E procura “no cerrar espacio a nadie, ni a los nombres consagrados ni a los todavía desconocidos”.

Gostei, principalmente, do ensaio “Onetti refunda Santa María: cuando ya no importe”, escrito por Daniel Orizaga, no qual o autor apresenta as características voláteis da cidade imaginária de Onetti, mostrando-nos que “Santa María, como universo diegético es autoanulante, esto es, metaficcionalmente pone en duda su validez como espacio de enunciación mimética. Como hemos dejado entrever, esta posibilidad ya está desde su fundación narrativa, aunque se acentúa progresivamente”.

Dentre os contos, chamou-me a atenção “Nunca aprendí a escribir”, da jornalista mexicana Graciela Barrera. A história da menina que se apaixona pelas letras e decide jamais aprender a escrever, mas tornar-se apenas uma leitora, possui um final algo melancólico, mas que considero perfeito, principalmente pela idéia de unir, de maneira irremediável, o ato de ler e o corpo da narradora.

Dentre as resenhas, chamo a atenção para “Demonios familiares”, na qual José María Ariño Colás analisa o romance La fortuna de Matilda Turpin (Editorial Planeta), de Álvaro Pombo.

Há muito mais em Narrativas, contudo. Vale uma leitura atenta.


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